quinta-feira, 15 de julho de 2010

a procura de algo

minha vida, minha alma
meu renascer, meu rejuvenecer
meu existir, meu florescer
meu mundo, minha vida
a cada renascer, minha alma desabrocha em meu rejuvenescer
o caminho, o desconhecido, o inesperado
a cada momento, a cada caminho
a cada florescer, a cada viver, a cada viver
minha alma rejuvenesce e refloresce
procuro alguém para completar a minha vida, a minha alma, o meu renascer e rejuvenescer
a partir deste momento busco a cada dia me completar, mas ainda não o consegui
minha vida, minha alma
meu renascer, meu rejuvenecer
meu existir, meu florescer
meu mundo, minha vida
a cada renascer, minha alma desabrocha em meu rejuvenescer
dedico esse poema a quem estiver a fim de me completar, de me desabrochar

sexta-feira, 9 de julho de 2010

expressão da afetividade

Dentro de uma perspectiva existencial-fenomenológica, consideramos a deficiência e a sua expressividade como formas de estar, ser, situar no mundo. Cada ser-no-mundo traz uma marca característica que decorre de suas escolhas, de seu posicionamento diante do campo fenomenal e das possibilidades dadas (sociais, culturais, biológicas, físicas etc). No caso do deficiente, essas marcas são percebidas pelos demais sujeitos se significadas-ressignificadas de diversas maneiras, o que depende do julgamento e conceito que esses demais sujeitos tem sobre as marcas que caracterizam a deficiência do ser percebido.
Do ponto de vista prático, vivo, escolho e me situo no mundo de forma espontanea e de acordo com o que escolho (respondo às perguntas que a vida me impoe. Percebo o preconceito das demais pessoas conforme meus medos, sentimentos negativos entre outros conceitos. Quando vejo uma moça que vem a meu redor e entra em contato com meu campo relacional e a percebo como ameaçadora, como alguém que não se sente atraída por mim. Tudo isso ocorre conforme meus pre-conceitos, juízos de valor etc. Outro dia pedi em namoro uma moça que considerava muito legal, papo cabeça e agradavel. Descobri que ela já tinha outro rapaz. A princípio fiquei triste e me senti frustrado. Mas depois, consegui perceber de forma diferente o fato de ter sido rejeitado. Aconteceu algo interessante, continuamos amigos e percebi o quanto percebe a rejeição amorosa de forma distorcida. Amor é uma construção mútua e devemos nos relacionar de forma mútua e recíproca. Considero essa escolha que fiz autêntica, do ponto de vista da relação, que não caminhava para um romance, e dobponto de vista de eu ainda não ter passado por situações de ter que escolher amar, sentir afeto entre outras características tão humanas quanto a que eu, ser-no-mundo, vivenciei.
Para concluir, cabe ressaltar que, começar a escolher um caminho diferente não é uma tarefa simples e de fácil consecução. Mas devemos começar a pensar, sentir e buscar responder às perguntas feitas pela vida. Somos seres de afeto, paixão, desejo e sentido. Por isso devemos buscar o sentido de viver e de relacionar com outra pessoa. Era o que tinha que ser dito nesse momento de meu existir.

domingo, 13 de junho de 2010

preconceito e estigma

Aquilo que um grupo estabelece como atributos faz com que sejam reconhecidos membros que são classificados conforme esses mesmos atributos. Com essa mesma categorização, as pessoas podem ser ou não pertecentes a determinados agrupamentos dentro da atribuição de características. Aqueles com algum traço distinto de uma categoria são estigmatizados. Esse sujeitos estigmatizados buscam relacionar-se com pessoas que apresentam os mesmos atributos e são excluídos de agrupamentos com outros atributos. O que isso significa? Significa que os estigmatizados são reconhecidos por outros sujeitos através de seus traços distintivos. O que resta para os sujeitos estigmatizados? ou buscar outros sujeitos com o mesmo estigma ou se isolar das demais pessoas de outra categoria, consideram que o seu traço distintivo não lhes causa problemas ou utilizar uma série de atributos para se afirmar, obter algum incentivo e conquistar direitos. Na prática, observo práticas excludentes e estigmatizantes por parte das pessoas e tenho que conviver com as pessoas que simpatizam com minha deficiência ou que apresentam minha características ou traços distintivos. Convivo com diversas pessoas que possuem traços distintivos. Outro dia estava em um ambiente em que a minha cadeira de rodas foi facilmente notada e que fui considerado como sendo um sujeito pertecente a outra categoria, o do "cadeirante e corredor da cadeira elétrica".

sábado, 12 de junho de 2010

rede de relações

Pensei em escrever algo que se relaciona ao momento em que me encontro. mas como não consegui pensar em algo melhor para dizer, escrevo o que vem a minha mente. primeiro quero dizer o quanto estou me sentindo sozinho nessa grande rede de relações humanas. vejo muita gente, mas não vejo nenhuma pessoa conhecida. todos se distanciam de mim, todos se afastam de mim. mas por que isso acontece? respostas são mil, mas soluções nenhuma. então o que faço? busco repostas em meu inconsciente? ou nos meus comportamentos? não sei como responder tais questionamentos. outro dia pedi para namorar uma moça linda e cadeirante, mas recebi meu primeiro não. mas o que eu fiz? nada, nada e nada. sufoquei-me em minhas angústias. mas puxa, que mancada eu cometi. meu Deus, a minha chance ainda não chegou. até o momento não tenha dó nem compaixão por minha pessoa. escrevi desta forma, pois sinto-me perdido nessa rede de relações que é ser um humano comum.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

tempo de revelação

o tempo nos proporciona sairmos de nossa condição de seres finitos, perecíveis e vulneráveis.
o tempo nos possibilita vivenciar momentos de transcendência.
saimos de nossa humana condição de mortalidade e de finitude.
saimos de nosso próprio ser.
voamos por grandes universos de possibilidades e de vidas.
voamos pela imensidão de potencialidades e de existências.
o tempo é generoso e, ao mesmo tempo, perverso e destrutivo.
nos arranca nossa juventude e nossa força e poder.
ohhhhhhhhhhhh juventude
como pode fazer isso comigo?
arrancar minha eternidade, o nosso eterno momento de poder.
ohhhhhhhhhhhh finitude
como pode fazer isso comigo?
arrancar minha imortalidade, nosso eterno ser
ohhhhhhhhhhhh tempoooooooooooooooo
como pode me trazer para esse momento?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

mudanças

espero dizer aqui o que está ocorrendo em minha mente
preciso escrever como estou me sentindo leve como uma pluma e com a alma radiante
nesses momentos de alegria preciso mostrar para o mundo como estou feliz e satisfeito com
minhas mudanças e sentidos que busco em minha existência.
acredito estar caminhando rumo ao momento de felicidade que tanto espero e anseio.
nossas vidas se cruzam e se desenrolam de uma forma tão clara, mas tão confusa, pois somos um e diversos sentimentos ao mesmo tempo.
espero realizar meus sonhos e o sonho de uma pessoa que me espera na eternidade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

consciência

Reflito hoje sobre a nossa consciência
não vou defender o ponto de vista de um autor
nem inventar palavras sem sentido ou sem consciência ou lógica
O que eu apenas digo é que o que me faz estar vivo aqui neste momento é minha capacidade de me autoconhecer e de ser eu mesmo
A ciência trata de separar a consciência de meu corpo, seja através de experimentos, de comprovações científicas ou de qualquer instrumento ou método de análise quantitativo
Na verdade, não concebo consciência sem corpo e visce-versa
Podemos considerar a nossa consciência como uma capacidade que nos torna singulares, mas pode nos enganar em muitos momentos
Finalizo dizendo que precisamos entrar em sintonia com a nossa capacidade de sermos conscientes de nós, dos outros e de nosso mundo