Aquilo que um grupo estabelece como atributos faz com que sejam reconhecidos membros que são classificados conforme esses mesmos atributos. Com essa mesma categorização, as pessoas podem ser ou não pertecentes a determinados agrupamentos dentro da atribuição de características. Aqueles com algum traço distinto de uma categoria são estigmatizados. Esse sujeitos estigmatizados buscam relacionar-se com pessoas que apresentam os mesmos atributos e são excluídos de agrupamentos com outros atributos. O que isso significa? Significa que os estigmatizados são reconhecidos por outros sujeitos através de seus traços distintivos. O que resta para os sujeitos estigmatizados? ou buscar outros sujeitos com o mesmo estigma ou se isolar das demais pessoas de outra categoria, consideram que o seu traço distintivo não lhes causa problemas ou utilizar uma série de atributos para se afirmar, obter algum incentivo e conquistar direitos. Na prática, observo práticas excludentes e estigmatizantes por parte das pessoas e tenho que conviver com as pessoas que simpatizam com minha deficiência ou que apresentam minha características ou traços distintivos. Convivo com diversas pessoas que possuem traços distintivos. Outro dia estava em um ambiente em que a minha cadeira de rodas foi facilmente notada e que fui considerado como sendo um sujeito pertecente a outra categoria, o do "cadeirante e corredor da cadeira elétrica".
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
rede de relações
Pensei em escrever algo que se relaciona ao momento em que me encontro. mas como não consegui pensar em algo melhor para dizer, escrevo o que vem a minha mente. primeiro quero dizer o quanto estou me sentindo sozinho nessa grande rede de relações humanas. vejo muita gente, mas não vejo nenhuma pessoa conhecida. todos se distanciam de mim, todos se afastam de mim. mas por que isso acontece? respostas são mil, mas soluções nenhuma. então o que faço? busco repostas em meu inconsciente? ou nos meus comportamentos? não sei como responder tais questionamentos. outro dia pedi para namorar uma moça linda e cadeirante, mas recebi meu primeiro não. mas o que eu fiz? nada, nada e nada. sufoquei-me em minhas angústias. mas puxa, que mancada eu cometi. meu Deus, a minha chance ainda não chegou. até o momento não tenha dó nem compaixão por minha pessoa. escrevi desta forma, pois sinto-me perdido nessa rede de relações que é ser um humano comum.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
tempo de revelação
o tempo nos proporciona sairmos de nossa condição de seres finitos, perecíveis e vulneráveis.
o tempo nos possibilita vivenciar momentos de transcendência.
saimos de nossa humana condição de mortalidade e de finitude.
saimos de nosso próprio ser.
voamos por grandes universos de possibilidades e de vidas.
voamos pela imensidão de potencialidades e de existências.
o tempo é generoso e, ao mesmo tempo, perverso e destrutivo.
nos arranca nossa juventude e nossa força e poder.
ohhhhhhhhhhhh juventude
como pode fazer isso comigo?
arrancar minha eternidade, o nosso eterno momento de poder.
ohhhhhhhhhhhh finitude
como pode fazer isso comigo?
arrancar minha imortalidade, nosso eterno ser
ohhhhhhhhhhhh tempoooooooooooooooo
como pode me trazer para esse momento?
o tempo nos possibilita vivenciar momentos de transcendência.
saimos de nossa humana condição de mortalidade e de finitude.
saimos de nosso próprio ser.
voamos por grandes universos de possibilidades e de vidas.
voamos pela imensidão de potencialidades e de existências.
o tempo é generoso e, ao mesmo tempo, perverso e destrutivo.
nos arranca nossa juventude e nossa força e poder.
ohhhhhhhhhhhh juventude
como pode fazer isso comigo?
arrancar minha eternidade, o nosso eterno momento de poder.
ohhhhhhhhhhhh finitude
como pode fazer isso comigo?
arrancar minha imortalidade, nosso eterno ser
ohhhhhhhhhhhh tempoooooooooooooooo
como pode me trazer para esse momento?
segunda-feira, 24 de maio de 2010
mudanças
espero dizer aqui o que está ocorrendo em minha mente
preciso escrever como estou me sentindo leve como uma pluma e com a alma radiante
nesses momentos de alegria preciso mostrar para o mundo como estou feliz e satisfeito com
minhas mudanças e sentidos que busco em minha existência.
acredito estar caminhando rumo ao momento de felicidade que tanto espero e anseio.
nossas vidas se cruzam e se desenrolam de uma forma tão clara, mas tão confusa, pois somos um e diversos sentimentos ao mesmo tempo.
espero realizar meus sonhos e o sonho de uma pessoa que me espera na eternidade.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
consciência
Reflito hoje sobre a nossa consciência
não vou defender o ponto de vista de um autor
nem inventar palavras sem sentido ou sem consciência ou lógica
O que eu apenas digo é que o que me faz estar vivo aqui neste momento é minha capacidade de me autoconhecer e de ser eu mesmo
A ciência trata de separar a consciência de meu corpo, seja através de experimentos, de comprovações científicas ou de qualquer instrumento ou método de análise quantitativo
Na verdade, não concebo consciência sem corpo e visce-versa
Podemos considerar a nossa consciência como uma capacidade que nos torna singulares, mas pode nos enganar em muitos momentos
Finalizo dizendo que precisamos entrar em sintonia com a nossa capacidade de sermos conscientes de nós, dos outros e de nosso mundo
não vou defender o ponto de vista de um autor
nem inventar palavras sem sentido ou sem consciência ou lógica
O que eu apenas digo é que o que me faz estar vivo aqui neste momento é minha capacidade de me autoconhecer e de ser eu mesmo
A ciência trata de separar a consciência de meu corpo, seja através de experimentos, de comprovações científicas ou de qualquer instrumento ou método de análise quantitativo
Na verdade, não concebo consciência sem corpo e visce-versa
Podemos considerar a nossa consciência como uma capacidade que nos torna singulares, mas pode nos enganar em muitos momentos
Finalizo dizendo que precisamos entrar em sintonia com a nossa capacidade de sermos conscientes de nós, dos outros e de nosso mundo
quinta-feira, 29 de abril de 2010
epílogo de uma história
toda história tem um final e um desabrochar
toda história tem um decorrer e momento inicial
toda história tem um momento de dor, outro momento de felicidade e um final feliz, seja no sofrimento ou na perda
toda história é uma vida e toda vida é uma história
cada momento é um tempo
e cada tempo é um momento
toda história passa em um decorrer de tempo
e todo tempo passa em um decorrer da história
cada decorrer de tempo muda a nossa vida de uma tal forma que a nossa história precisa ser reescrita cada vez que vamos vivendo
toda história é uma existência e toda existência é uma história
e para dizer mais e sem repetir, devemos tudo à história
a vida de cada pessoa corresponde ao período de tempo da história de todas as outras pessoas
e devemos tudo a esses momentos
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precisamos entender que a nossa vida corresponde a uma existência singular e única que não pode ser resumida, nem retirada e modificada, tampouco esquecida.
lembramos de nossos entes queridos com todo o nosso íntimo, mas esquecemos de lembrar dos bons momentos de convivência e de existência com essas pessoas.
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dedico essas palavra a meu falecido pai e a minha mãe presente, pois sem a figura dessas duas pessoas, eu não estaria aqui para contar minha história.
Otávio Naves Micheloto.
toda história tem um decorrer e momento inicial
toda história tem um momento de dor, outro momento de felicidade e um final feliz, seja no sofrimento ou na perda
toda história é uma vida e toda vida é uma história
cada momento é um tempo
e cada tempo é um momento
toda história passa em um decorrer de tempo
e todo tempo passa em um decorrer da história
cada decorrer de tempo muda a nossa vida de uma tal forma que a nossa história precisa ser reescrita cada vez que vamos vivendo
toda história é uma existência e toda existência é uma história
e para dizer mais e sem repetir, devemos tudo à história
a vida de cada pessoa corresponde ao período de tempo da história de todas as outras pessoas
e devemos tudo a esses momentos
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precisamos entender que a nossa vida corresponde a uma existência singular e única que não pode ser resumida, nem retirada e modificada, tampouco esquecida.
lembramos de nossos entes queridos com todo o nosso íntimo, mas esquecemos de lembrar dos bons momentos de convivência e de existência com essas pessoas.
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dedico essas palavra a meu falecido pai e a minha mãe presente, pois sem a figura dessas duas pessoas, eu não estaria aqui para contar minha história.
Otávio Naves Micheloto.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
deficiência e incapacidade
Como o próprio nome já diz, a deficiência não é sinônimo de incapacidade ou, pelo menos, não deveria ser tratada como tal. Na verdade, a deficiência corresponde a uma debilidade de ordem fisiológica, psicológica ou social que o sujeito passa a apresentar ou no seu nascimento ou devido a um incidente ao longo de seu desenvolvimento. No caso de surgir no sujeito, a deficiência é mais ou menos ou relativamente estável e persiste se, não pelo menos, toda a vida dessa mesma pessoa que a possui ou adquire. Já no caso da incapacidade, o que se considera é o efeito da deficiência sobre a realização de determinada atividade. A pessoa pode apresentar uma deficiência bem definida, mas diversas incapacidades que podem ou não trazer consequências para essa mesma pessoa.
Por experiência própria, vivo com uma def. genética que poderia me encapacitar, segundo as pessoas que conhecem, mas, na verdade, tenho incapacidades não diretamente relacionadas à minha def. (distrofia muscular progressiva). E agora uma pergunta provocativa: Quais são os aspectos que você considera estáveis em sua vida? E o que pode ser alterado na realização de determinadas tarefas que vc considera extremamente dificeis de serem realizadas? Essas idéias estâo expostas no livro "Enfrentando a Deficiência" de Carolyn L. Vash que é leitura recomendada para os que desejam conhecer mais sobre esse universo espetacular da def.
Agora cabe ressaltar que gosto de ouvir relatos de pessoas e de seu enfrentamento da def.
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