O mundo pósmoderno é caracterizado por um fluxo cada vez mais frequente no que diz respeito à informações,idéias, produtos e demais atividades humanas. Mas apesar
de haver esse mesmo fluxo cada vez frequente, vivemos em um mundo em que as informações se tornam rótulos ao invés de possibilitarem a liberdade, criatividade espontaneidade do humano em vários aspectos de seu ser. No passado, as pessoas comuns eram rotuladas de diversas formas. As "bruxas" e "feiticeiras", os "leprosos" e os "loucos" eram os principais rotulados das eras medieval e moderna. Aquela pessoa que não correspondia aos padrões e determinações sociais era rotulado conforme padrões, normais e leis que circulavam no fluxo de informações. Atualmente, tem-se o "ansioso", "depressivo", "neurótico" entre outras formas de se rotular as pessoas. Estas são seres-no-mundo que trazem suas experiências e vivências singulares. Mas o que se vê com frequência são as próprias determinações e limitações da liberdade, criatividade e espontaneidade. Autores de uma psicologia experimental (positivista), seguindo padrões estabelecidos pelas ciências físicas-naturais. "Remédios, pílulas da juventude, ritalinas da vida além dos anti-depressivos" são cada vez mais expostos em um mundo em que a ciência racionalista domina. O que podemos pensar e refletir diante dessas tidas fórmulas de "cura" dos males que a sociedade moderna trouxeram?
Limitando a liberdade do ser humano, trazendo efeitos prejudiciais à totalidade que é o ser humano (mente, espírito, corpo, aspectos sociais e culturais) e trazendo alívio temporário ao mal-estar, à angústia e ao enfrentamento de uma sociedade excludente, massificadora e estigmatizadora são alguns efeitos ocasionados pelo desenvolvimento de nosso tempo. Nos esquecemos de nosso papel de sujeitos ativos, críticos e que entram em contato com o mais íntimo de sua subjetividade. Ainda persistem as mesmas estruturas deterministas, mas com uma roupagem nova, ou seja, os novos rótulos encobriram os antigos e o produto final é o mesmo de um mundo dominante. Somos seres não apenas individuais, mas estamos em relação o tempo todo com o nosso mundo. Buscamos um sentido para nossa existência, mesmo com as perdas com que lidamos diariamente. Mas parece que as atividades tão humanas estão se perdendo. A televisão e outros meios de comunicação determinam para nós esse mesmo sentido. As aspirações últimas do ser-humano não mais estão presentes, pois basta escolher o caminho do "bem" ou do "mal" das telenovelas, dos filmes de grande bilheteria e dos prozacs e ritalinas da vida. Onde está o outro com quem e o mundo em que nos relacionamos?
Os diagnósticos dos psiquiatras e a aplicação de testes, além do consumo cada vez maior de medicamentos tornam difícil pensar no outro e no mundo ao nosso redor, pois pensamos mais em nossa problemática existencial individual e particular. O sujeito se constrói em relação com o mundo e o outro, não apenas isso, o mundo e o outro também são constituídos em relação com esse mesmo sujeito. Na pós-modernidade, esqueceu-se dessa co-construção e relação fundante do ser. Temos um constituição originária que nos funda, mesmo vivenciando experiências singulares, a nossa estrutura fundante é a mesma, universal e comum a demais indivíduos. Mas também esquecemos que o nossa essência e o nosso existir dependem de nossas escolhas. Escolhas estas que devem ser responsáveis e que trazem uma angústia existencial necessária para o nossa constituição enquanto seres-aí (que foram "jogados" no mundo). Angústia que possibilita ao humano uma abertura para a vida.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Bin Laden morreu? será?
escrito por por Sandro Eduardo Rocha Aguiar em www.webartigos.com
Essa história de querer ser o bam bam bam da política internacional
vem sendo na verdade uma grande “máscara falsária”. Os Estados Unidos, através de seu porta voz máximo, o presidente Obama admite ter assassinado com suas tropas no Paquistão o terrorista da Al Qaeda Osama Bin Laden, sem prévia explicação e sem algum indício convincente, como o cadáver do mesmo, que segundo o presidente jogara no mar, por questões religiosas.
Assim pode-se perceber a guerra política e a disputa pelo poder, e questionamentos são colocados como: onde está o corpo do terrorista? Não houve acordo entre EUA e Osama Bin Laden? E porque só agora atacaram e assassinaram Osama Bin Laden, sabendo-se da sua existência em uma mansão no Paquistão?
Questões levam a crer que os EUA estão acobertando Osama Bin Laden, devido o mesmo saber demais politicamente dos “podres” americanos. Eis o medo não apenas do conhecimento político de Osama, mais sim por entender na não credibilidade e desvalorização do presidente americano nos envolvimentos políticos mundial.
De fato, a tragédia de onze de setembro nos Estados Unidos foi marcante pela maldade praticada e suas conseqüências (3 mil mortos), é desumano tocar neste assunto, pelo motivo fútil que milhares de pessoas morreram pela guerra de poder e orgulho.
A sociedade não deve pagar pela ganância, orgulho, despreparo, luxúria, avareza, ódio, repúdio, ingratidão de governantes e políticos que utilizam o poder dado pela população para enfrentar e ignorar seus inimigos.
Os políticos devem estar presentes, tratar acordos passivos e acima de tudo olhar pelo bem estar da sociedade. Quem não deve, não teme!
Essa história de querer ser o bam bam bam da política internacional
vem sendo na verdade uma grande “máscara falsária”. Os Estados Unidos, através de seu porta voz máximo, o presidente Obama admite ter assassinado com suas tropas no Paquistão o terrorista da Al Qaeda Osama Bin Laden, sem prévia explicação e sem algum indício convincente, como o cadáver do mesmo, que segundo o presidente jogara no mar, por questões religiosas.
Assim pode-se perceber a guerra política e a disputa pelo poder, e questionamentos são colocados como: onde está o corpo do terrorista? Não houve acordo entre EUA e Osama Bin Laden? E porque só agora atacaram e assassinaram Osama Bin Laden, sabendo-se da sua existência em uma mansão no Paquistão?
Questões levam a crer que os EUA estão acobertando Osama Bin Laden, devido o mesmo saber demais politicamente dos “podres” americanos. Eis o medo não apenas do conhecimento político de Osama, mais sim por entender na não credibilidade e desvalorização do presidente americano nos envolvimentos políticos mundial.
De fato, a tragédia de onze de setembro nos Estados Unidos foi marcante pela maldade praticada e suas conseqüências (3 mil mortos), é desumano tocar neste assunto, pelo motivo fútil que milhares de pessoas morreram pela guerra de poder e orgulho.
A sociedade não deve pagar pela ganância, orgulho, despreparo, luxúria, avareza, ódio, repúdio, ingratidão de governantes e políticos que utilizam o poder dado pela população para enfrentar e ignorar seus inimigos.
Os políticos devem estar presentes, tratar acordos passivos e acima de tudo olhar pelo bem estar da sociedade. Quem não deve, não teme!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Instante
"Nada existe de mais difícil do que entregar-se ao instante. Esta dificuldade é dor humana. É nossa" Clarice Lispector
Difícil para mim é lidar com o que ocorre comigo neste instante, o que sinto no momento presente e atual, o que penso na hora presente, o que desejo agora.
Me imagino no futuro e penso no passado. Tudo flui ao mesmo tempo dentro de minha mente e meu espírito. Como posso me livrar do que fui e ao mesmo tempo não imaginar o que oorrerá comigo no futuro? Vou manter-me nesse fluxo temporal que é minha eternidade. Viver o presente é entregar-se às sensações que agora surgem no fluxo temporal em que me encontro. Percebo ao sentir cada instante de minha vida. Cada instante é um passado, presente e futuro, tudo junto ao mesmo tempo. Por isso, fluxo temporal. Como voltar minha atenção ao mundo-da-vida, da experiência cobcreta e imediata, como diz Hussserl? Devo partir da intuição que tenho de minha vida e dos diveros momentos. Cada percepção de minha "vida intencional subjetiva" é parte de uma percepção de um mesmo objeto ou coisa. Minha mente deve reunir tudo que percebi e trazer para esse momento que me encontro. É tão difícil trazer tudo para este instante. Saindo de tanta teoria, como me entregar às sensações de meu corpo e do mundo é uma tarefa complexa, mas desafiadora. Cada linha entrelaçada de meu ser se permeia no fluxo temporal e formam o momento presente e o que agora sou.
Difícil para mim é lidar com o que ocorre comigo neste instante, o que sinto no momento presente e atual, o que penso na hora presente, o que desejo agora.
Me imagino no futuro e penso no passado. Tudo flui ao mesmo tempo dentro de minha mente e meu espírito. Como posso me livrar do que fui e ao mesmo tempo não imaginar o que oorrerá comigo no futuro? Vou manter-me nesse fluxo temporal que é minha eternidade. Viver o presente é entregar-se às sensações que agora surgem no fluxo temporal em que me encontro. Percebo ao sentir cada instante de minha vida. Cada instante é um passado, presente e futuro, tudo junto ao mesmo tempo. Por isso, fluxo temporal. Como voltar minha atenção ao mundo-da-vida, da experiência cobcreta e imediata, como diz Hussserl? Devo partir da intuição que tenho de minha vida e dos diveros momentos. Cada percepção de minha "vida intencional subjetiva" é parte de uma percepção de um mesmo objeto ou coisa. Minha mente deve reunir tudo que percebi e trazer para esse momento que me encontro. É tão difícil trazer tudo para este instante. Saindo de tanta teoria, como me entregar às sensações de meu corpo e do mundo é uma tarefa complexa, mas desafiadora. Cada linha entrelaçada de meu ser se permeia no fluxo temporal e formam o momento presente e o que agora sou.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Mundo e eu diante do mundo
" O mundo: um emaranhado de fios telegráficos em eriçamento. E a luminosidade no entanto obscura: esta sou eu diante do mundo" Clarice Lispector
Sou um sujeito que vive na escuridão, mas busco a luz.
Sou um humano que nasce no emaranhado, mas busco desenlaçar os fios do mundo.
Sou um homem iluminado, mas busco as cavernas e grutas escuras para ficar sozinho
comigo mesmo.
Cada entrelaçado de fios teleféricos pode ser desenriçado, produzindo um sentido que faz do mundo o que ele é.
da desordem dos fios eriçados surge a ordem emaranhada do mundo.
Sou como a luminosidade obscura.
Sou como essa ambiguidade de ser uma luz e uma sombra
Fios entrelaçados que estão em eriçamento e que podem ser desenrolados
Assim é meu mundo.
Sou um sujeito que vive na escuridão, mas busco a luz.
Sou um humano que nasce no emaranhado, mas busco desenlaçar os fios do mundo.
Sou um homem iluminado, mas busco as cavernas e grutas escuras para ficar sozinho
comigo mesmo.
Cada entrelaçado de fios teleféricos pode ser desenriçado, produzindo um sentido que faz do mundo o que ele é.
da desordem dos fios eriçados surge a ordem emaranhada do mundo.
Sou como a luminosidade obscura.
Sou como essa ambiguidade de ser uma luz e uma sombra
Fios entrelaçados que estão em eriçamento e que podem ser desenrolados
Assim é meu mundo.
Sentido e pulsação
"Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que tem a veia que pulsa" Clarice Lispector.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Comentário Necessário
Hoje, dia 12-04-2011
li um artigo no jornal Correio de minha cidade. Nesse mesmo artigo, um colunista que afirma ser contra a lei das cotas e da isenção de estacionamento, meia entrada para deficientes, idosos e outras pessoas com necessidades especiais, traz argumentos, que segundo seu ponto de vista, correspondem à opiniões pessoais mais do que verdades comprovadas na prática. Chega a comentar que as leis de benefício contribuem para uma segregação ainda maior com relação às classes desfavorecidas.
As instiuições estatais criam leis com o intuito de garantir que necessidades, interesses, direitos básicos entre outras garantias sejam oferecidas a aqueles a que a vida não ofereceu oportunidades. Como deficente, sinto "na pele" o preconceito e não cumprimento das leis de acessibilidade. Há lugares que não consigo vagas para estacionamento. Mesmo havendo leis, não há garantias totais. Isso tanto é verdade quando vou ao shopping e tenho que pagar por uma vaga especial que nunca está desocupada. Essas situações desestruturam o nosso psiquismo, nos frustram e angustiam e nos fazem sentir impotência diante de uma sociedade global, capitalista, segregacionista e estigmatizadora. O que nos resta é buscar mecanismos legais que impelem, de alguma forma, o cumprimento dessas garantias. Afinal, somos cidadãos, pagamos impostos e consumimos!!!!
Sou a favor das leis de cotas, insenção e de meia entrada, mesmo com as falhas, mas como meio de termos nossas garantias enquanto sujeitos de direitos. O que pretendo expor aqui é a seguinte questão: Se não há um acordo e consenso diante da criação e implementação de mecanismos legais, o que poderia ser feito em termos palpáveis por aqueles que lutam por direitos?
Não precisa responder, mas pensar a respeito desse tema é importante. A vida já não é tranquila para os deficientes e outras minorias, retirar o que mantém um pouco de tranquilidade para nós é uma opção correta?
Somos sujeitos históricos, situados no mundo, cumpridores de deveres e que os direitos básicos devem ser garantidos. Somos construtores de nossa história, cultura e sociedade, ou seja, todos somos e deveríamos ser tratados com igualdade de oportunidades. Na prática não é bem assim. O preconceito é antigo na realidade humana, apesar dos avanços ainda é forte e está presente não apenas em aspectos físicos, mas também no campo afetivo,emocional e relacional(atitudes, comportamentos e ações). O que devemos entender é que se não há outro meio de mudar nossa sociedade, que seja pela aplicação das leis e dos mecanismos estatais.
li um artigo no jornal Correio de minha cidade. Nesse mesmo artigo, um colunista que afirma ser contra a lei das cotas e da isenção de estacionamento, meia entrada para deficientes, idosos e outras pessoas com necessidades especiais, traz argumentos, que segundo seu ponto de vista, correspondem à opiniões pessoais mais do que verdades comprovadas na prática. Chega a comentar que as leis de benefício contribuem para uma segregação ainda maior com relação às classes desfavorecidas.
As instiuições estatais criam leis com o intuito de garantir que necessidades, interesses, direitos básicos entre outras garantias sejam oferecidas a aqueles a que a vida não ofereceu oportunidades. Como deficente, sinto "na pele" o preconceito e não cumprimento das leis de acessibilidade. Há lugares que não consigo vagas para estacionamento. Mesmo havendo leis, não há garantias totais. Isso tanto é verdade quando vou ao shopping e tenho que pagar por uma vaga especial que nunca está desocupada. Essas situações desestruturam o nosso psiquismo, nos frustram e angustiam e nos fazem sentir impotência diante de uma sociedade global, capitalista, segregacionista e estigmatizadora. O que nos resta é buscar mecanismos legais que impelem, de alguma forma, o cumprimento dessas garantias. Afinal, somos cidadãos, pagamos impostos e consumimos!!!!
Sou a favor das leis de cotas, insenção e de meia entrada, mesmo com as falhas, mas como meio de termos nossas garantias enquanto sujeitos de direitos. O que pretendo expor aqui é a seguinte questão: Se não há um acordo e consenso diante da criação e implementação de mecanismos legais, o que poderia ser feito em termos palpáveis por aqueles que lutam por direitos?
Não precisa responder, mas pensar a respeito desse tema é importante. A vida já não é tranquila para os deficientes e outras minorias, retirar o que mantém um pouco de tranquilidade para nós é uma opção correta?
Somos sujeitos históricos, situados no mundo, cumpridores de deveres e que os direitos básicos devem ser garantidos. Somos construtores de nossa história, cultura e sociedade, ou seja, todos somos e deveríamos ser tratados com igualdade de oportunidades. Na prática não é bem assim. O preconceito é antigo na realidade humana, apesar dos avanços ainda é forte e está presente não apenas em aspectos físicos, mas também no campo afetivo,emocional e relacional(atitudes, comportamentos e ações). O que devemos entender é que se não há outro meio de mudar nossa sociedade, que seja pela aplicação das leis e dos mecanismos estatais.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Trivialidades
Um momento entre outros que surgem ao longo de nossas vidas
Um momento entre outros que fazem parte de nossas vidas
às vezes sinto-me vazio, sem perspectiva de sentido
A trivialidade de minha vida me angustia
de tal forma que não suporto a mim mesmo
Espero sair do trivial e buscar novos sentidos, novos rumos e sair de minha angústia
Um momento entre outros que desaparecem na medida em que não suporto meus momentos de loucura
Afinal, de louco temos um pouco não é?
Mas enlouquecer demais não suporto
Espero sair dessa imensa maré de desatinos da trivialidade
Desatinos que não vão mais me sufocar
não vão mais me fazer perder meu rumo
mas que ainda não sei como percorrer e traçar
pois a vida também se faz pela deriva e angústia e por meu desassosego
meu rumo vou tomar após aceitar esses caminhos tortuosos da trivialidade
aceitar a deriva e a angústia, além do desassosego
não é fácil lidar comigo mesmo, com a minha trivialidade
pois tudo isso me sufoca dentro de meu íntimo
preciso respirar novos ares, desvendar outras marés e sair de minha trivialidade
Em um movimento contínuo e eterno se faz o caminho que escolho seguir
o final desse caminho ninguém sabe qual é
nem mesmo eu sei como alcançar
tudo me é estranho e duvidoso
tudo me é trivial
espero alcançar novos caminhos além da trivialidade
o que esperar de mim agora?
o que esperar da vida agora?
o que esperar dos outros agora?
escapar da mesmice do cotidiano
da repetição da vida
da mesmice da vida
e da rotina da ser trivial
Um momento entre outros que fazem parte de nossas vidas
às vezes sinto-me vazio, sem perspectiva de sentido
A trivialidade de minha vida me angustia
de tal forma que não suporto a mim mesmo
Espero sair do trivial e buscar novos sentidos, novos rumos e sair de minha angústia
Um momento entre outros que desaparecem na medida em que não suporto meus momentos de loucura
Afinal, de louco temos um pouco não é?
Mas enlouquecer demais não suporto
Espero sair dessa imensa maré de desatinos da trivialidade
Desatinos que não vão mais me sufocar
não vão mais me fazer perder meu rumo
mas que ainda não sei como percorrer e traçar
pois a vida também se faz pela deriva e angústia e por meu desassosego
meu rumo vou tomar após aceitar esses caminhos tortuosos da trivialidade
aceitar a deriva e a angústia, além do desassosego
não é fácil lidar comigo mesmo, com a minha trivialidade
pois tudo isso me sufoca dentro de meu íntimo
preciso respirar novos ares, desvendar outras marés e sair de minha trivialidade
Em um movimento contínuo e eterno se faz o caminho que escolho seguir
o final desse caminho ninguém sabe qual é
nem mesmo eu sei como alcançar
tudo me é estranho e duvidoso
tudo me é trivial
espero alcançar novos caminhos além da trivialidade
o que esperar de mim agora?
o que esperar da vida agora?
o que esperar dos outros agora?
escapar da mesmice do cotidiano
da repetição da vida
da mesmice da vida
e da rotina da ser trivial
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