" O mundo: um emaranhado de fios telegráficos em eriçamento. E a luminosidade no entanto obscura: esta sou eu diante do mundo" Clarice Lispector
Sou um sujeito que vive na escuridão, mas busco a luz.
Sou um humano que nasce no emaranhado, mas busco desenlaçar os fios do mundo.
Sou um homem iluminado, mas busco as cavernas e grutas escuras para ficar sozinho
comigo mesmo.
Cada entrelaçado de fios teleféricos pode ser desenriçado, produzindo um sentido que faz do mundo o que ele é.
da desordem dos fios eriçados surge a ordem emaranhada do mundo.
Sou como a luminosidade obscura.
Sou como essa ambiguidade de ser uma luz e uma sombra
Fios entrelaçados que estão em eriçamento e que podem ser desenrolados
Assim é meu mundo.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sentido e pulsação
"Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que tem a veia que pulsa" Clarice Lispector.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Comentário Necessário
Hoje, dia 12-04-2011
li um artigo no jornal Correio de minha cidade. Nesse mesmo artigo, um colunista que afirma ser contra a lei das cotas e da isenção de estacionamento, meia entrada para deficientes, idosos e outras pessoas com necessidades especiais, traz argumentos, que segundo seu ponto de vista, correspondem à opiniões pessoais mais do que verdades comprovadas na prática. Chega a comentar que as leis de benefício contribuem para uma segregação ainda maior com relação às classes desfavorecidas.
As instiuições estatais criam leis com o intuito de garantir que necessidades, interesses, direitos básicos entre outras garantias sejam oferecidas a aqueles a que a vida não ofereceu oportunidades. Como deficente, sinto "na pele" o preconceito e não cumprimento das leis de acessibilidade. Há lugares que não consigo vagas para estacionamento. Mesmo havendo leis, não há garantias totais. Isso tanto é verdade quando vou ao shopping e tenho que pagar por uma vaga especial que nunca está desocupada. Essas situações desestruturam o nosso psiquismo, nos frustram e angustiam e nos fazem sentir impotência diante de uma sociedade global, capitalista, segregacionista e estigmatizadora. O que nos resta é buscar mecanismos legais que impelem, de alguma forma, o cumprimento dessas garantias. Afinal, somos cidadãos, pagamos impostos e consumimos!!!!
Sou a favor das leis de cotas, insenção e de meia entrada, mesmo com as falhas, mas como meio de termos nossas garantias enquanto sujeitos de direitos. O que pretendo expor aqui é a seguinte questão: Se não há um acordo e consenso diante da criação e implementação de mecanismos legais, o que poderia ser feito em termos palpáveis por aqueles que lutam por direitos?
Não precisa responder, mas pensar a respeito desse tema é importante. A vida já não é tranquila para os deficientes e outras minorias, retirar o que mantém um pouco de tranquilidade para nós é uma opção correta?
Somos sujeitos históricos, situados no mundo, cumpridores de deveres e que os direitos básicos devem ser garantidos. Somos construtores de nossa história, cultura e sociedade, ou seja, todos somos e deveríamos ser tratados com igualdade de oportunidades. Na prática não é bem assim. O preconceito é antigo na realidade humana, apesar dos avanços ainda é forte e está presente não apenas em aspectos físicos, mas também no campo afetivo,emocional e relacional(atitudes, comportamentos e ações). O que devemos entender é que se não há outro meio de mudar nossa sociedade, que seja pela aplicação das leis e dos mecanismos estatais.
li um artigo no jornal Correio de minha cidade. Nesse mesmo artigo, um colunista que afirma ser contra a lei das cotas e da isenção de estacionamento, meia entrada para deficientes, idosos e outras pessoas com necessidades especiais, traz argumentos, que segundo seu ponto de vista, correspondem à opiniões pessoais mais do que verdades comprovadas na prática. Chega a comentar que as leis de benefício contribuem para uma segregação ainda maior com relação às classes desfavorecidas.
As instiuições estatais criam leis com o intuito de garantir que necessidades, interesses, direitos básicos entre outras garantias sejam oferecidas a aqueles a que a vida não ofereceu oportunidades. Como deficente, sinto "na pele" o preconceito e não cumprimento das leis de acessibilidade. Há lugares que não consigo vagas para estacionamento. Mesmo havendo leis, não há garantias totais. Isso tanto é verdade quando vou ao shopping e tenho que pagar por uma vaga especial que nunca está desocupada. Essas situações desestruturam o nosso psiquismo, nos frustram e angustiam e nos fazem sentir impotência diante de uma sociedade global, capitalista, segregacionista e estigmatizadora. O que nos resta é buscar mecanismos legais que impelem, de alguma forma, o cumprimento dessas garantias. Afinal, somos cidadãos, pagamos impostos e consumimos!!!!
Sou a favor das leis de cotas, insenção e de meia entrada, mesmo com as falhas, mas como meio de termos nossas garantias enquanto sujeitos de direitos. O que pretendo expor aqui é a seguinte questão: Se não há um acordo e consenso diante da criação e implementação de mecanismos legais, o que poderia ser feito em termos palpáveis por aqueles que lutam por direitos?
Não precisa responder, mas pensar a respeito desse tema é importante. A vida já não é tranquila para os deficientes e outras minorias, retirar o que mantém um pouco de tranquilidade para nós é uma opção correta?
Somos sujeitos históricos, situados no mundo, cumpridores de deveres e que os direitos básicos devem ser garantidos. Somos construtores de nossa história, cultura e sociedade, ou seja, todos somos e deveríamos ser tratados com igualdade de oportunidades. Na prática não é bem assim. O preconceito é antigo na realidade humana, apesar dos avanços ainda é forte e está presente não apenas em aspectos físicos, mas também no campo afetivo,emocional e relacional(atitudes, comportamentos e ações). O que devemos entender é que se não há outro meio de mudar nossa sociedade, que seja pela aplicação das leis e dos mecanismos estatais.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Trivialidades
Um momento entre outros que surgem ao longo de nossas vidas
Um momento entre outros que fazem parte de nossas vidas
às vezes sinto-me vazio, sem perspectiva de sentido
A trivialidade de minha vida me angustia
de tal forma que não suporto a mim mesmo
Espero sair do trivial e buscar novos sentidos, novos rumos e sair de minha angústia
Um momento entre outros que desaparecem na medida em que não suporto meus momentos de loucura
Afinal, de louco temos um pouco não é?
Mas enlouquecer demais não suporto
Espero sair dessa imensa maré de desatinos da trivialidade
Desatinos que não vão mais me sufocar
não vão mais me fazer perder meu rumo
mas que ainda não sei como percorrer e traçar
pois a vida também se faz pela deriva e angústia e por meu desassosego
meu rumo vou tomar após aceitar esses caminhos tortuosos da trivialidade
aceitar a deriva e a angústia, além do desassosego
não é fácil lidar comigo mesmo, com a minha trivialidade
pois tudo isso me sufoca dentro de meu íntimo
preciso respirar novos ares, desvendar outras marés e sair de minha trivialidade
Em um movimento contínuo e eterno se faz o caminho que escolho seguir
o final desse caminho ninguém sabe qual é
nem mesmo eu sei como alcançar
tudo me é estranho e duvidoso
tudo me é trivial
espero alcançar novos caminhos além da trivialidade
o que esperar de mim agora?
o que esperar da vida agora?
o que esperar dos outros agora?
escapar da mesmice do cotidiano
da repetição da vida
da mesmice da vida
e da rotina da ser trivial
Um momento entre outros que fazem parte de nossas vidas
às vezes sinto-me vazio, sem perspectiva de sentido
A trivialidade de minha vida me angustia
de tal forma que não suporto a mim mesmo
Espero sair do trivial e buscar novos sentidos, novos rumos e sair de minha angústia
Um momento entre outros que desaparecem na medida em que não suporto meus momentos de loucura
Afinal, de louco temos um pouco não é?
Mas enlouquecer demais não suporto
Espero sair dessa imensa maré de desatinos da trivialidade
Desatinos que não vão mais me sufocar
não vão mais me fazer perder meu rumo
mas que ainda não sei como percorrer e traçar
pois a vida também se faz pela deriva e angústia e por meu desassosego
meu rumo vou tomar após aceitar esses caminhos tortuosos da trivialidade
aceitar a deriva e a angústia, além do desassosego
não é fácil lidar comigo mesmo, com a minha trivialidade
pois tudo isso me sufoca dentro de meu íntimo
preciso respirar novos ares, desvendar outras marés e sair de minha trivialidade
Em um movimento contínuo e eterno se faz o caminho que escolho seguir
o final desse caminho ninguém sabe qual é
nem mesmo eu sei como alcançar
tudo me é estranho e duvidoso
tudo me é trivial
espero alcançar novos caminhos além da trivialidade
o que esperar de mim agora?
o que esperar da vida agora?
o que esperar dos outros agora?
escapar da mesmice do cotidiano
da repetição da vida
da mesmice da vida
e da rotina da ser trivial
sábado, 26 de março de 2011
o que espero de mim
Sou um sonhador
um eterno sonhador
Espero encontrar algo
mas nunca encontro
Sou um lutador
um eterno lutador
mas nunca sei pelo que lutar
Espero o destino me encaminhar
mas temo viver a intensidade de cada momento
Eu nunca beijei, abracei e me deixei ser abraçado
Sou um pensador
um eterno pensador
mas me perco em meus pensamentos
Estou em um beco sem saída
medos, ansiedades e angústia
desejo assumir cada risco da vida com alguém
Sou um amante platônico
isso eu sei
mas me torturo com o fato de não ter experimentado um pouco do prazer e do contato
com uma mulher que me faça feliz
Sou um aspirante à vida
mas o que espero de mim neste momento?
Tudo o que não me permiti sentir, ser, ver, almejar?
posso não entender de Drummond, Machados e afins
mas quando sinto é para valer
cada instante desejo ser mais humano por inteiro
teorias e técnicas não me fazem responder sobre o que eu quero para minha vida
Preciso parar de me esconder e minhas teorias, livros e pensamentos
Afinal? Não sou um Homem?
Cansei de mentiras
Sou um livro aberto
Sinto-me, muitas vezes, impotente, fraco e pequeno
mas preciso encontrar forças para continuar
quem quer me ajudar a encontrar o que anseio?
Sou um sonhador
um eterno sonhador
Espero encontrar algo
mas nunca encontro
Sou um lutador
um eterno lutador
mas nunca sei pelo que lutar
Espero o destino me encaminhar
um eterno sonhador
Espero encontrar algo
mas nunca encontro
Sou um lutador
um eterno lutador
mas nunca sei pelo que lutar
Espero o destino me encaminhar
mas temo viver a intensidade de cada momento
Eu nunca beijei, abracei e me deixei ser abraçado
Sou um pensador
um eterno pensador
mas me perco em meus pensamentos
Estou em um beco sem saída
medos, ansiedades e angústia
desejo assumir cada risco da vida com alguém
Sou um amante platônico
isso eu sei
mas me torturo com o fato de não ter experimentado um pouco do prazer e do contato
com uma mulher que me faça feliz
Sou um aspirante à vida
mas o que espero de mim neste momento?
Tudo o que não me permiti sentir, ser, ver, almejar?
posso não entender de Drummond, Machados e afins
mas quando sinto é para valer
cada instante desejo ser mais humano por inteiro
teorias e técnicas não me fazem responder sobre o que eu quero para minha vida
Preciso parar de me esconder e minhas teorias, livros e pensamentos
Afinal? Não sou um Homem?
Cansei de mentiras
Sou um livro aberto
Sinto-me, muitas vezes, impotente, fraco e pequeno
mas preciso encontrar forças para continuar
quem quer me ajudar a encontrar o que anseio?
Sou um sonhador
um eterno sonhador
Espero encontrar algo
mas nunca encontro
Sou um lutador
um eterno lutador
mas nunca sei pelo que lutar
Espero o destino me encaminhar
quarta-feira, 9 de março de 2011
Doença Mental: Uma construção social e um estigma do sujeito.
Ao longo do desenvolvimento da sociedade, diversas explicações foram dadas com relação a fenômenos, condutas ou comportamentos que se diferem de padrões socialmente aceitos. Na idade média qualquer conduta contrária aos ideais da religião era considerada como um ato ou uma manifestação de heresia ou de feitiçaria. Era atribuído ao sujeito um papel social de feiticeiro, pelo simples fato desse mesmo indivíduo se comportar de uma forma divergente com a ideologia social e religiosa que fora instituída em determinado grupo. O que as pessoas sempre buscam não é o fato de existir ou não doença mental ou atos de feitiçaria, mas possíveis explicações causais para essas condutas que sejam boas e ações que realmente suprimem aquilo que está em desacordo com a ideologia social de um grupo.
Notícias da televisão e de quaisquer outros meios de comunicação em massa mostram como a sociedade atual lida com o termo “doença mental”. Estigmas sociais e papéis atribuídos a sujeitos de classes mais baixas do ponto de vista econômico e social são utilizados como uma forma de se tentar explicar quais os motivos para os comportamentos e condutas que estão em desacordo com a ideologia dominante da atualidade. Casos de crimes como os que foram mostrados nos noticiários de televisão ilustram a atribuição do termo “doença mental” ao sujeito e o uso desse mesmo termo como justificativa para os crimes cometidos.
Thomas S. Szasz (1977, p.22), diz que “na realidade, as disputas mais emotivas tanto na ciência quanto na religião têm-se centralizado não no fato de determinados acontecimentos serem ou não reais”. Mas no fato acerca da veracidade das explicações acerca desses comportamentos e condutas e das supressões dos atos de doença mental que sejam eficazes e boas conforme a ideologia social dominante. Há um paralelo ao longo da história entre o conceito de feitiçaria e heresia e o de doença mental. No período do fim da Idade Média, a igreja trazia uma ideologia que se fosse contestada pelos sujeitos levava a cabo uma série de práticas que eram consideradas formas de salvação da “alma” e remissão dos pecados divinos. Era atribuído o papel de feiticeiro a pessoas que praticavam a tidas “bruxarias” ou “práticas de feitiços”.
Havia pessoas que intitulavam “feiticeiros” mesmo com as atribuições que eram dadas aos “hereges” ou sujeitos contrários aos princípios religiosos dominantes.
Na sociedade moderna, surge o conceito de doença mental que se constitui como sendo um conceito semelhante ao de feitiçaria, mas que viera para substituir as explicações religiosas para as ditas formas de estar no mundo repudiadas, reprimidas e suprimidas pela ciência, em especial a Medicina e suas práticas em termos de psiquiatria institucional. A atribuição do termo doença mental surge como um mecanismo de poder e controle social referente ao comportamento humano e às formas de agir, ser, pensar ou sentir distoantes do que é considerado “normal”. Em termos práticos, percebesse que as atuais instituições ou órgãos públicos que lidam com a questão da saúde mental, em suas práticas, acabam reproduzindo o discurso social dominante de “cura” de transtornos mentais e de medicalização do “doente mental” e de supressão dos sintomas das doenças mentais.
Notícias da televisão e de quaisquer outros meios de comunicação em massa mostram como a sociedade atual lida com o termo “doença mental”. Estigmas sociais e papéis atribuídos a sujeitos de classes mais baixas do ponto de vista econômico e social são utilizados como uma forma de se tentar explicar quais os motivos para os comportamentos e condutas que estão em desacordo com a ideologia dominante da atualidade. Casos de crimes como os que foram mostrados nos noticiários de televisão ilustram a atribuição do termo “doença mental” ao sujeito e o uso desse mesmo termo como justificativa para os crimes cometidos.
Thomas S. Szasz (1977, p.22), diz que “na realidade, as disputas mais emotivas tanto na ciência quanto na religião têm-se centralizado não no fato de determinados acontecimentos serem ou não reais”. Mas no fato acerca da veracidade das explicações acerca desses comportamentos e condutas e das supressões dos atos de doença mental que sejam eficazes e boas conforme a ideologia social dominante. Há um paralelo ao longo da história entre o conceito de feitiçaria e heresia e o de doença mental. No período do fim da Idade Média, a igreja trazia uma ideologia que se fosse contestada pelos sujeitos levava a cabo uma série de práticas que eram consideradas formas de salvação da “alma” e remissão dos pecados divinos. Era atribuído o papel de feiticeiro a pessoas que praticavam a tidas “bruxarias” ou “práticas de feitiços”.
Havia pessoas que intitulavam “feiticeiros” mesmo com as atribuições que eram dadas aos “hereges” ou sujeitos contrários aos princípios religiosos dominantes.
Na sociedade moderna, surge o conceito de doença mental que se constitui como sendo um conceito semelhante ao de feitiçaria, mas que viera para substituir as explicações religiosas para as ditas formas de estar no mundo repudiadas, reprimidas e suprimidas pela ciência, em especial a Medicina e suas práticas em termos de psiquiatria institucional. A atribuição do termo doença mental surge como um mecanismo de poder e controle social referente ao comportamento humano e às formas de agir, ser, pensar ou sentir distoantes do que é considerado “normal”. Em termos práticos, percebesse que as atuais instituições ou órgãos públicos que lidam com a questão da saúde mental, em suas práticas, acabam reproduzindo o discurso social dominante de “cura” de transtornos mentais e de medicalização do “doente mental” e de supressão dos sintomas das doenças mentais.
terça-feira, 1 de março de 2011
Divisa
Mais importante do que a ciência é o seu resultado,
Uma resposta provoca uma centena de perguntas.
Mais importante do que a poesia é o seu resultado,
Um poema invoca uma centena de atos heróicos.
Mais importante do que o reconhecimento é o seu resultado,
O resultado é dor e culpa.
Mais importante do que a procriação é a criança.
Mais importante do que a evolução da criação é a evolução do criador.
Em lugar de passos imperativos, o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos
e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E tu ver-me-às com os meus.
Assim, até a coisa comum serve o silêncio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeias:
O Iugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para o Homem indeterminado.
Por Jacob Levy Moreno
Publicado em Viena, 1915.
Uma resposta provoca uma centena de perguntas.
Mais importante do que a poesia é o seu resultado,
Um poema invoca uma centena de atos heróicos.
Mais importante do que o reconhecimento é o seu resultado,
O resultado é dor e culpa.
Mais importante do que a procriação é a criança.
Mais importante do que a evolução da criação é a evolução do criador.
Em lugar de passos imperativos, o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos
e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E tu ver-me-às com os meus.
Assim, até a coisa comum serve o silêncio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeias:
O Iugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para o Homem indeterminado.
Por Jacob Levy Moreno
Publicado em Viena, 1915.
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